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5 dicas para lidar com a política no trabalho

5 dicas para lidar com a política no trabalho
Por Daniel Schnaider


  1. Qualquer coisa que você diz pode ser usada contra você ou outra pessoa

Eu trabalhava em uma grande multinacional, quando o CTO (Chief Technology Officer) desta empresa (que também era meu sponsor), me chamou para uma conversa informal.


Ele estava interessado sobre vários assuntos, o meu trabalho, desempenho mas principalmente o que poderia ser melhorado.


Foi aí, que começamos a conversar sobre meu projeto de reengenharia de software para o varejo. Eu era o responsável técnico pelo projeto, enquanto minha par, era a responsável de negócios (ou seja, vender internacionalmente o novo produto).


Tinha de fato vários problemas, e fui bem transparente e honesto sobre eles. No dia seguinte, cheguei ao escritório e todos me olhavam como se um E.T tivesse acabado de aparecer lá. Alguns tinham os olhos cheios de lágrima.


O CTO não estava interessado em mim, ou pela minha história. Ele estava a procura de uma justificativa para demitir a minha par. Ao ser transparente e honesto, ele conseguiu toda informação que precisava para demiti-la.


Lembre! Suas palavras tem mais poder do que você imagina.  

  1. Política é uma habilidade fundamental - aprenda a usa-la

Tive a oportunidade de viver em Brasília por um ano. Interagi com políticos em todo os níveis.


Apesar que esses não tinham conhecimento científico em psicologia, economia comportamental, sociologia e comportamento organizacional, eles eram mestres na prática.


Se você não conhece alguém que possa aprender através de observação do comportamento, saiba que existem muitos estudos sobre o tema. Quanto maior a organização que você trabalha, mais urgente será o aprendizado deste delicado assunto.


Nota: Dia 06 de Março de 2017, estarei apresentando um webinário (seminário web) gratuito, que irá apresentar uma metodologia para resolver problemas complexos em organizações, inclusive, questões políticas. Fique atento nas redes sociais.

De empreendedor para empresário - Resolução de desafios complexos, Arte ou Método?

  1. Se ele não disse nada, não significa que não viu ou escutou

Se você errou, não ache que ignorar, ou botar debaixo do tapete, é necessariamente a melhor solução.


Já vivenciei muitas situações em que o executivo sabe de forma clara de atitudes políticas de seus colaboradores, e outros stakeholders, mas “finge que não é com ele”. As vezes “acha engraçado”, até que as portas se fecham, e o empresário conversa com seu mentor, assessor, ou membro do conselho mostrando seu profundo incômodo sobre determinada situação.


É comum que o CEO espera meses ou anos para demonstrar a sua posição sobre um determinado comportamento que acha impróprio. Geralmente quando ele se manifesta, independente do tom de voz, parece um tiro de canhão para matar uma mosca. Você é a mosca, seja humilde!

  1. O segredo é empatia

A empatia é uma das habilidades e características mais importantes para o sucesso na vida, e não poderia ser diferente no mundo empresarial.


Aquele depoimento conhecido e repetido de profissionais que dizem "Todos gostam de mim na empresa, eu sou um ótimo membro de equipe, trabalho mais do que todos os outros, sempre entrego mais resultados e mais rápido do que os outros, as pessoas confiam em mim, exatamente como fui treinado a fazer - então como pode ser que não fui o escolhido a ser promovido?"


Veja, que a razão pela qual esse tipo de indivíduo não está maduro para ser promovido, está clara e transparente no próprio texto. “Mim, eu, eu, eu, mim, eu”, ele apenas fala dele. A organização em geral, não é sobre nós, é sobre ela. O egocentrismo é um aquiles na política organizacional.


Quanto esta pessoa estava atenta às necessidades do seu líder, a suas mensagens,  expressões, sentimentos e preocupações. Como você abordou o problema?


Muitas vezes ao trabalhar muitas horas, e focar nos “objetivos”, você está ignorando o seus chefes e pares, e não percebe que a situação mudou. Por força de suas próprias atitudes, você se mostra alguém desconectado com a realidade da empresa, e o líder interpreta seu comportamento como alguém que lhe dá as costas, talvez quando mais precisa de você.   



  1. Não é pessoal

Eu nem sempre soube lidar com política organizacional. Aprendi (e continuo aprendendo) dos meus próprios erros, e foram muitos. Fiquei com raiva, chorei, gritei, me indignei. Mas quando me acalmei, botei o égo para descansar, e comecei a pensar, e principalmente parei de ver minhas atitudes com certas, e das outros como erradas, quando olhei para o cenário de fora, de uma distância, e me perguntei, o que posso aprender de tudo isso. Quando me mostrei pronto para testar um novo comportamento dentro da organização, descobri que não era nada pessoal. A mudança do nosso comportamento reflete automaticamente na reação dos outros. E quase como mágica, ninguém lembra do que aconteceu ontem, e uma nova página em sua estória organizacional começa, e as portas começam a se abrir.



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