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Assistência de viagem por Celso Guelfi

ASSISTÊNCIA DE VIAGEM: BAIXO CUSTO

PARA UM BENEFÍCIO INCALCULÁVEL

* Celso Guelfi



Planejar as férias ou aquela viagem dos sonhos, que muitas vezes consome as economias de toda uma vida, é uma necessidade real, pelo menos para aqueles que desejam que tudo corra bem, na mais perfeita ordem, sem o mínimo de contratempos. Uma vez determinado o destino, pesquisar hotéis, passeios, atrações turísticas, meios de transporte e restaurantes passa a ser tão divertido e prazeroso quanto a viagem em si. Mas nesse quesito, também deveria constar a pesquisa sobre contratação de assistência de viagem.

E por que eu digo isso? Na última pesquisa realizada com viajantes internacionais, constatou-se que 65% dos brasileiros não contratam nenhum tipo de assistência de viagem ou seguro quando vão para o Exterior. A organização da viagem inteira sempre é feita sob os mínimos detalhes, mas é falha no quesito prevenção.

Claro que ninguém quer planejar uma viagem já pensando que alguma coisa pode dar errado. Os viajantes não escolhem hotel pela proximidade de um hospital ou reserva passagens aéreas tendo em mente que a bagagem pode fazer um tour em outro continente. Muito menos querem desembolsar seu dinheiro suado para bancar uma situação hipotética que pode nem vir a se concretizar.

O que não se pode fazer é fechar os olhos para o fato de que imprevistos sempre podem ocorrer ao longo da viagem, sejam eles pequenos ou drásticos. É aí que muitos descobrem o quanto a realidade pode ser cruel e acabam acumulando dívidas e dores de cabeça, que poderiam muito bem ser evitadas se houvessem contratado algum tipo de proteção. Querer economizar numa hora dessas é incoerente, pois o custo de uma assistência de viagem é extremamente acessível. Por outro lado, as despesas com atendimento médico particular em terras estrangeiras são exorbitantes.

Para se ter uma ideia, um atendimento médico-hospitalar nos Estados Unidos custa, no mínimo, US$ 3 mil. Se houver cirurgias e procedimentos complexos, o valor final pode variar de US$ 30 mil a 100 mil. Já um atendimento odontológico simples pode custar € 200 para quem estiver na Europa. Exames de sangue e raios-X variam de US$ 200 a US$ 700 nos Estados Unidos, enquanto na Europa saem entre € 150 e € 500. A conta, no final, pode chegar a níveis estratosféricos.

O que muitos viajantes fazem é usufruir do seguro de viagem oferecido pelas empresas de cartões de crédito. É importante destacar, neste ponto, que há uma diferença entre seguro e assistência de viagem, o que gera muitas dúvidas e confusões entre os consumidores. O seguro funciona na forma de reembolso das despesas que estejam previstas na apólice. Em uma eventual necessidade, o consumidor deve pagar pelos serviços e, quando regressar de viagem, solicitar o reembolso, o que requer disponibilidade financeira para arcar com as eventualidades.

Já ao adquirir uma assistência de viagem, o cliente conta com todo o pacote de serviços e benefícios ofertados pelo plano contratado, sem precisar arcar com nenhuma despesa. O mais importante, acima de tudo, é analisar, com cuidado, o tipo de plano mais adequado com o perfil da viagem e com o estado de saúde do viajante.

Além dos planos direcionados aos países que exigem a contratação de seguro, há planos específicos para viagens de lazer, esportistas, cruzeiros, intercâmbios, corporativos e até para terceira idade e doenças pré-existentes. É essencial verificar minuciosamente as coberturas e exclusões antes de fechar o contrato, assim como averiguar qual seguradora está por trás do contrato.

Outro ponto preponderante é escolher uma assistência que ofereça atendimento em português. Imagine ter que explicar um problema de saúde, relatar os sintomas e entender as recomendações em uma língua que não se domina. Numa situação em que o turista já está fragilizado emocionalmente, isto é desanimador. Também vale conferir se o plano adquirido possui cobertura por evento, ou seja, a cada eventualidade que ocorrer, o cliente terá o valor integral da cobertura contratada para cuidar da ocorrência.

De acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada (FenaPrevi), o mercado de assistência de viagem cresceu 45,18% em 2014. Em viagens corporativas, as vendas registraram um aumento de 5,1%, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp). Os números atestam a crescente preocupação do turista com prevenção e segurança. Mas também há um grande caminho a percorrer, um vasto nicho de mercado ainda a explorar e milhares de clientes a conquistar.



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