Imprensa‎ > ‎SCAINews‎ > ‎Jun2015‎ > ‎

Entrevista com Fernando Taminato e Christiano Jonasson

Entrevista com Fernando Taminato e Christiano Jonasson

Hoje o Brasil está claramente em uma crise, seja pela alta inflação, o aumento do desemprego, a volatilidade do dólar, o aumento da inadimplência, entre outros. Dentro deste cenário, muitas empresas vão precisar de capital externo se quiserem sobreviver por este momento que vive o Brasil. Qual seriam as alternativas e sugestões para empresas nesta situação?


Como há uma diminuição da oferta de crédito por parte dos bancos, há uma tendência de crescimento na atuação de fundos que financiam empresas de pequeno e médio porte, no entanto as taxas praticadas podem ser elevadas. Há uma expectativa de que haja um aumento no financiamento pelo BNDES para empresas de pequeno e médio porte, que permitem a aquisição de maquinário, capital de giro e investimentos, com taxas bem mais atrativas. O empresário deve avaliar quais garantias podem ser oferecidas para a obtenção do financiamento, regularizar eventuais pendências que impeçam o ativo de garantir o financiamento e se submeter à uma auditoria contábil, a fim de averiguar eventuais falhas e corrigi-las.


Considerando a situação atual do Brasil, existirá excelentes oportunidades para compra de empresas. Qual é sua visão e percepção do mercado de Fusões e aquisições hoje no Brasil?


Entendemos que há uma tendência forte de fusões de empresas no mesmo setor para que consigam sobreviver ao atual cenário econômico. É um movimento típico de consolidação setorial observado em momentos de crise que permite às empresas identificar sinergias para, em seguida, cortar custos e obter ganhos em escala em busca de uma maior competitividade. Entendemos também que os estrangeiros continuarão a ter uma participação expressiva nas aquisições de empresas brasileiras, em razão da depreciação dos ativos e especialmente por conta da valorização do dólar – neste cenário atuam estrangeiros que aproveitam a oportunidade para se instalar no Brasil e estrangeiros que procuram oportunidades para sanear os problemas das empresas e obter ganhos após uma venda.


Com a volatilidade e riscos no mercado, qual é sua sugestões para PF e empresas que estão capitalizadas?


As pessoas físicas, com perfil conservador, devem aproveitar o aumento da SELIC para aplicar em títulos de renda fixa pré ou pós fixados. Já as pessoas com tolerância maior a risco, sugerimos uma carteira diversificada com títulos atrelados à inflação, além dos títulos pré ou pós fixados, e fundos multimercado selecionados pelo gestor. Quanto às empresas, ainda que capitalizadas, é esperado que haja redução no ritmo dos investimentos, porém entendemos que o empresário que aproveitar este momento para expansão de suas atividades, com preços de locação e equipamento mais atrativos e com uma boa margem de negociação, sairá na frente de seus concorrentes quando o crescimento da economia for retomado.


A ParatyCapital é uma entre várias empresas que foca na administração de recursos financeiros. Qual são os critérios a considerar quando escolher uma administradora de recursos? Qual seria o seu diferencial comparado a outras empresas do mercado?


Devem ser considerados os seguintes critérios: experiência da equipe no segmento, portfólio da empresa e o atendimento. Nosso diferencial, por sermos uma boutique de investimentos, é oferecer alternativas customizadas para cada tipo de necessidade e estrutura, além do atendimento e acompanhamento dos projetos pelos sócios. Nossa especialidade é administrar fundos de investimento em participação, os chamados private equity, utilizados para consolidar em um único veículo as participações societárias, permitindo a implantação de governança corporativa e obtendo vantagens fiscais relevantes, como por exemplo, o benefício da isenção fiscal em caso de venda da empresa. É um instrumento excepcional para o mercado de fusões e aquisições.



Comments