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Energia Elétrica

Eletricidade e Água

O setor de eletricidade no Brasil passou por uma reestruturação nos últimos 15 anos. Concessionárias de energia no Brasil eram predominantemente estatais até o final de 90, quando uma onda de privatizações deu o pontapé inicial para uma profunda reestruturação. Posteriormente, um intenso racionamento de energia em 2001 expôs a necessidade de expansão do setor e um novo quadro regulamentar, que foi criado e implementado no início de 2000, com regras transparentes para fixação de tarifas e formas de lidar com a energia.

A indústria foi também subdividida em três segmentos distintos: Geração, Transmissão e Distribuição. Atualmente, a propriedade do setor é composta por empresas privados e do estado, e os estados têm geralmente subsidiárias realizando negócios em todos os três segmentos.

A capacidade de geração do Brasil de 113GW é principalmente hidrelétrica. As fontes de recursos hidrelétricos correspondem a mais de 70% da capacidade energética instalada no Brasil. As outras fontes (ou seja, carvão, petróleo e gás) vêm em segundo lugar com cerca de 26%, o que torna esse setor bem menos exposto a flutuações de preços em relação a outros países do mercado global. Para este setor não é esperado uma substancial mudança no futuro, uma vez que os planos de expansão do governo estão focados em dois grandes projetos hidrelétricos e fontes renováveis   (eólica, biomassa e pequenas hidrelétricas), em detrimento da nova capacidade térmica.

O setor é apenas parcialmente regulamentado, e as empresas podem vender energia tanto no (regulado, ou seja, empresas de distribuição, 75% da demanda total) ou livre mercados (ou seja, grandes clientes, 25%), mas no mercado regulamentado, os preços do leilão CAP são definidos pelo governo. Além disso, o governo está revendo a legislação que permitirá (ou não) a renovação das concessões que expiram em 2015. A renovação desses contratos poderá ser um caminho de rentabilidade de longo prazo, relevantes para a indústria.

Geração de energia proporciona oportunidades de expansão devido às necessidades de forte demanda. Nesse contexto, o Brasil aumentou a demanda de eletricidade em uma taxa anual de 4% em 2006-2010 e espera-se crescer em pouco mais de 1X PIB no futuro próximo. Este crescimento deve exigir aumento da capacidade em cerca de 5GW a.a. e oportunidades de novos investimentos para as empresas.

O setor de geração é atraente para os investidores devido à sua regras claras e transparentes, baixa exposição às commodities, preços e fluxos de caixa estáveis   no  longo prazo, contratos regulamentados com a cobertura para a inflação preços (o risco de volatilidade devido as condições meteorológicas brasileiras na geração são suportadas pelos consumidores finais e não concessionárias).

No entanto, desde o processo de expansão baseado em novos projetos de venda de energia por meio de leilões, a grande competição levou a alta dos ativos disponíveis diminuindo sensivelmente os retornos para os investidores.

A distribuição de eletricidade e os setores de transmissão são totalmente regulamentados. Estes são mais maduros e estáveis com alta penetração nas industrias sendo mais limitadas oportunidades de crescimento, especialmente de distribuição.

As empresas operam em um ambiente de regulamentação (i) com base no mercado tarifário regulamentado, (ii) leilões periódicos para cobrir a inflação de custos e novos investimentos; e (iii) incentivos para ganhos de produtividade.

A desvantagem de operar em um quadro regulamentar transparente em países em desenvolvimento é o retorno tendem a serem baixo ao longo do tempo (principalmente devido ao menor risco País), que já está acontecendo no Brasil.